|
|
A Ponte sobre o Rio Mondego em Portugal é a principal obra de arte da nova A17 que liga a Marinha Grande a Mira.
|
|
|
 |
A Doka Portugal desenvolveu várias soluções de cimbre e cofragem, em conjunto com a Somague Engenharia, SA (Empreiteiro geral) e com a Vilaplano Construções, Lda. (Sub-empreiteiro de cofragens), por forma a encontrar uma solução consensual do ponto de vista técnico, bem como economicamente viável em termos de custo e prazo. Esta obra tem um comprimento de 675,0mts, dividido em 6 vãos de comprimento variável, e uma altura média de 25,0mts. O tabuleiro, duplo, tem 18,20mts de largura cada um. Os pilares, duplos, apresentavam a forma de um 8 muito alongado, com 11,0mts de comprimento, encimados por um maciço de encabeçamento com 3,0mts de altura, que os unia. Sobre estes maciços foram construídas as aduelas 0 para arranque do sistema de avanços sucessivos, utilizado pela Somague para a execução do tabuleiro.
As faces dos embasamentos (arranque dos pilares), dos fustes e dos maciços de encabeçamento, apresentavam a peculiaridade de serem estriadas, sendo necessário recorrer a ripas de madeira pregadas à superfície cofrante, para conferir ao betão o acabamento desejado pelo projectista. Como se compreenderá, a forma das ripas assumiu papel importante no acabamento final da superfície dos pilares, pois teria de garantir uma perfeita sequência da estereotomia entre fases de betonagem. A geometria dos pilares foi decisiva para a escolha do sistema de cofragem a utilizar, tendo a Doka Portugal optado pelo sistema Top 50, sistema este que é projectado de acordo com a geometria da estrutura a executar. Conforme dito anteriormente, os pilares apresentavam a forma de um 8 muito alongado, pelo que houve necessidade de complementar o sistema de cofragem Top 50 com cambotas de madeira, para conferir ao betão a forma desejada. Os pilares apresentavam alturas variáveis acima dos embasamentos, tendo a Doka optado por betonagens de 4,90mts de altura.
O sistema trepante MF 240, adaptável ao sistema Top 50, com uma plataforma de trabalho de 2,40mts de largura, apresenta a particularidade de permitir recuar a cofragem da superfície betonada em 0,75mts, facilitando a descofragem, a limpeza da cofragem e montagem das armaduras, garantindo um trabalho em perfeitas condições de segurança. Entre os dois pilares, a Doka utilizou um sistema de plataformas formado por longarinas telescópicas, apoiadas nas faces opostas dos pilares, formando uma ampla área de trabalho em segurança.
Para a execução dos maciços de encabeçamento foram utilizados os mesmos sistemas dos fustes, já anteriormente referidos. As utilizações dos sistemas de ancoragens em todas as unidades trepantes foram calculadas de acordo com as solicitações a que foram sujeitas.
Sobre os maciços de encabeçamento, foram construídas as aduelas 0 para arranque dos tabuleiros construídos pelo método de avanços sucessivos. As aduelas apresentavam o comprimento de 12,50mts no sentido do desenvolvimento do tabuleiro, e altura de 7,0mts, tendo consolas com 3,25mts. A geometria e dimensões das aduelas, o peso do betão e das cofragens e as variações de inclinação nos sentidos longitudinal e transversal, foram condicionantes que presidiram à escolha das cofragens e cimbres, bem como do faseamento construtivo.
A Doka tem uma particular preocupação com as condições de segurança em obra e apresentou o sistema de contrafortes como plataforma principal de apoio da cofragem e acesso do pessoal às várias fases de trabalho. O sistema de contrafortes foi fixado aos pilares por ancoragens de elevada capacidade de carga em a toda a periferia dos mesmos. Sobre estas plataformas de elevada capacidade de carga, foram montados as cofragens e o cimbre d2, que suportava as zonas das consolas. Cada aduela foi construída em três fases de trabalho: o fundo, as paredes laterais e a laje superior.
|
 |
|
 |
|
| A estereotomia dos pilares da Ponte do Mondego foi projectada com o sistema de cofragem Doka Top 50. |
|
|
 |
|
 |
 |
Mais informações |
|